REFLEXÕES

CRENTE CRENTE

Um dia visitei uma pessoa que me disse: “Eu gosto de crente que é crente mesmo, pra valer, crente de verdade!” Eu entendi o que aquela senhora queria me dizer. Ela admirava e valorizava os crentes que viviam 24 horas por dia a vida de Deus em suas vidas. Ela deixou-me entender claramente sua repugnância por “crentes de fachada”. Saí de sua casa pensando na profundidade das declarações que tinha ouvido e pensei: Jeus também desaprovou os falsos crentes. Jesus por diversas vezes se irritou com o mau procedimento, falta de compromisso e de caráter de muita gente que estava entre os seus seguidores, mas não tinham o coração nEle. Gente como os fariseus que só se preocupavam basicamente com 2 coisas: a fachada deles e a liderança hostil, egoísta e hipócrita que lhes dava prazer. Ao mesmo tempo que cuidavam severamente da aparência externa de sua religiosidade, também cuidavam de vigiar as pessoas para que cumprissem rigorosamente cada uma das mais de 400 leis existentes. Essas normas severas de conduta e rituais eram na maior parte criadas e também descumpridas por eles mesmos. Ah, quando realizavam qualquer coisa, por mais comum que possa ser, como fazer orações e dar esmolas por exemplo, faziam questão de divulgar, anunciar, mostrar a todos e fazer conhecidos os seus próprios feitos. Para quê? Para serem vistos pelos homens, buscarem o louvor da sociedade e o prestígio dos inocentes.

O foco central era com sua “imagem de santidade, poder e severidade” e com a vida das pessoas que eram “obrigadas” a cumprir literalmente cada preceito estabelecido, cada regra, cada detalhe e cada ritual, sendo julgadas e incriminadas a todo instante. Era o tipo de gente que esquece de cuidar de seu próprio coração, de seu relacionamento com Deus, mas não se esquece de “manter-se bem” diante da sociedade, de levar o nome de CRENTE para lhe dar mais credibilidade, e até de assumir funções e cargos eclesiásticos para melhorar ainda mais a sua aparência.

O que me deixa triste é saber que ainda existem verdadeiros “fariseus” entre nós, que enchem sua alma com as palavras ditas a seu respeito: Olhe, ele(a) é líder na Casa de Deus, que pessoa de poder e santidade! Tudo o que ele(a) mandar eu fazer eu irei seguir; afinal, não sou tão santo(a) como ele(a)!!!

Confesso minha irritabilidade com esses procedimentos em todos os lugares do mundo onde o Evangelho é anunciado. Contudo, busco consolo para meu próprio coração em algumas verdades sagradas, que são promessas de Deus para nossas vidas. São elas: 1) “Nada há encoberto que não venha a ser revelado...” 2) “O fogo provará todas as coisas...” 3) Ninguém ficará impune. “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detém a verdade pela mentira...” 4) E o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim malditos... nunca vos conheci...” 5) E o Rei dirá aos que estiverem a sua direita: Vinde benditos de meu Pai e herdai do Reino... 6) “E Ele lhes enxugará dos olhos toda lágrima...”
Pr. Douglas Boaventura

MUDANÇAS

É impressionante como o mundo muda, as coisas mudam, as circunstâncias mudam e como as pessoas mudam. Experimentamos as mudanças todos os dias a partir de nós mesmos. Mudanças para melhor e mudanças para pior. Mudanças que edificam e mudanças que destroem. É comum ouvirmos alguém dizer: “como fulano(a) mudou!”.

As mudanças são descritas na bíblia sagrada em relação ao mundo (I Jo 2:17) e à sua própria aparência (“...a aparência deste mundo passa” I Co 7:31), em relação à fragilidade e transitoriedade humana (“o homem é como um sopro; os seus dias, como a sombra que passa” - Sl 144:4), ao rico avarento (“...e o rico, na sua insignificância, porque ele passará como a flor da erva.” Tg 1:10) e assim por diante.

Mas a bíblia também nos apresenta o que é imutável, não sujeito a nenhuma mudança, como o caráter de Deus (“...eu, o SENHOR, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos” Ml 3:6), seu decreto (“...os estabeleceu para todo o sempre; fixou-lhes uma ordem que não passará.” Sl 148:6) e as suas palavras (“...passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. Mt 24:35).

Analisando as mudanças, refletimos: “Se o mundo está em constante mudança, mas Deus não nunca muda nem mudará, como é que devemos nos portar diante dessa realidade? Deus não é a favor das mudanças?”

Deus não somente é a favor mas também é o gerador das mudanças benéficas em nosso comportamento, pensamentos, atitudes e do nosso coração de maneira geral. O mesmo Jesus que um dia transformou água em vinho continua com todo poder para transformar vidas “sem gosto” em delícias apuradas. Busquemos a sabedoria de Deus para usarmos muito bem as mudanças que a modernidade nos oferece, e clamemos pela ação do Espírito de Deus em mudar a cada dia as nossas vidas. Oremos a Deus como o salmista Davi: “Ó Deus, cria em mim um coração puro e dá-me uma vontade nova e firme!” Sl 51:10 BLH.

E que Deus nos abençoe.
Pr. Douglas Boaventura


O QUE EU TENHO COM MISSÕES ????

Biblicamente falando, missões é :

- Projeto de Deus : “...não fostes vós que me escolhestes a mim... e vos designei ...eu vos enviei para que vades e deis fruto...”- Jo 15:16.

- Dom de Deus aos salvos - “vós sois raça eleita... a fim de proclamar...” I Pe 2:9

- Tarefa suprida por Deus - o Senhor nos anima: “coragem”- At 23:11. Ele se coloca ao nosso lado – Josué 1:9 – “sê forte e corajoso...

- Ação próspera por Deus - Is. 56:8-11 – “...a Palavra... não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo em que a designei.”

Se entendemos assim, por que não fazemos mais missões??? por que o evangelho é tão pouco anunciado a quem precisa de ouvir e conhecer de fato,a Deus???

De forma bem prática, e sem aprofundar-se muito na questão, identificamos logo em primeira instância, várias razões, dentre as quais destacamos:

1) Falta de abertura ao Evangelho a partir dos que professam a fé em Cristo; ou seja, não há comprometimento. Muitas vezes existe envolvimento e não comprometimento.

2) Falta de amor genuíno a Deus e ao próximo.

3) Falta de fé em Deus, o que gera uma impossibilidade de agradar a Deus (Hb 11:6).

4) Falta de obediência a Deus. Obedecer implica em : a) disposição; b) ação; c) perseverança.

5) Falta de disposição e, muitas vezes, de sinceridade. 6) Falta de vida condizente com a palavra pregada, Uma vez vez que está escrito em Tg. 1:22 – “tornai-vos, pois, praticantes da palavra...”.

O apelo que faço a você agora é um compromisso de ação diligente na obra do Senhor. Encare o compromisso de frente. O desafio é para mim, particularmente e também para você. É de cada um de nós, discípulos de Cristo.

Deus através do apóstolo Paulo apresenta a nossa RESPONSABILIDADE e a NECESSIDADE DE SERMOS OBEDIENTES quando ele diz : “sobre mim pesa essa obrigação...” (I Co 9:16); e ainda: “não fui desobediente a visão celestial..” At 26:19.

Que Deus nos tire do comodismo para sermos bênçãos a todo o mundo.

Pr. Douglas Boaventura


ÂNIMO NOVO EM DEUS

“Davi muito se angustiou, pois o povo falava de apedrejá-lo, porque todos estavam em amargura, cada um por causa de seus filhos e de suas filhas; porém Davi se reanimou no SENHOR, seu Deus.” I Samuel 30:6

Qual seria a sua reação se, ao voltar de viagem encontrasse a sua cidade destruída, a sua casa saqueada, e ainda a sua mulher e seus filhos tivessem sido capturados pelos bandidos? Para complicar ainda mais a situação, sendo o líder do povo, você estivesse ameaçado de morte pelo próprio povo que lidera, agora revoltados com os fatos ocorridos na cidade? Naturalmente, você ficaria desestruturado, desnorteado, tremendamente abalado, talvez desesperado e chorasse compulsivamente.

Foi isso que aconteceu a Davi, o líder do povo de Israel. Os amalequitas (seus inimigos) haviam arrasado Ziclague e levaram cativos as mulheres e filhos dos homens de Deus que estavam em Jezreel (v.3).

A primeira reação natural de Davi foi juntamente com o povo chorar enquanto teve forças para fazê-lo (v.4). A situação era de completa amargura por parte de todos (v.6).

A segunda reação foi deixar-se invadir pela angústia quando percebe que o seu próprio povo (seus amigos, irmãos, liderados) deseja apedrejá-lo. Como se não bastasse tanto sofrimento, agora ainda sofria com o temor de uma morte sangrenta, sofrida e até injusta, por parte de seu próprio povo, e não dos inimigos.

A solução do conflito de Davi veio a partir do momento em que ele teve uma reação divina e esperançosa, quando “se reanimou no Senhor seu Deus” (v.8). Através desse ânimo novo, Davi pôde mais uma vez confiar seus cuidados ao Pai e consultar a Deus se deveria ou não perseguir os seus inimigos. E se Deus lhe dissesse um “não”? Morreria Davi nas mãos de seu próprio povo, sem chances de se livrar? Morreria triste e derrotado, sem saber o destino de seus familiares? Sua vida agora mais uma vez depositada nas mãos de Deus.

Davi entendeu que importava se reanimar no Senhor, buscar a sabedoria nEle e viver consoante as Suas ordens. Assim Davi foi vitorioso porque confiou na Palavra de Deus autorizando-o a ir ao combate, armou-se de coragem, foi em busca dos inimigos, perseverou, alcançou-os, e resgatou TUDO o que havia perdido.

Que seja essa a nossa experiência de vida todos os dias, nesse mundo tão conturbado e de tantas surpresas desagradáveis. Reanimemo-nos no Senhor e sejamos sempre vitoriosos em Cristo Jesus!

Pr. Douglas Boaventura


QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO ???

“Quem quer ser um milionário?” Esse é o nome de um dos mais populares programas de TV nos Estados Unidos e Inglaterra no ano passado, onde existe a chance de chegar a ganhar 1 milhão de libras!

Nessa semana que se passou, um jovem de 35 anos residente em Goiânia acertou na Loteria e ganhou quase 5 milhões e meio de reais, fortuna essa divulgada nos nossos principais veículos de comunicação de massa, causando em muita gente uma enorme inveja e a renovação das esperanças de ser o próximo milionário do Brasil.

Por falar em milionários, uma pesquisa americana acaba de apresentar um crescimento de 5000 novos milionários no Brasil (agora são 80 mil), entendendo-se por milionário quem possui no mínimo um milhão de dólares (cerca de R$ 3.150.000,00) sobrando, ou seja, em aplicações financeiras, fora os bens móveis e imóveis.

É até difícil falar em tanto dinheiro assim, principalmente quando vemos o outro lado da pesquisa que registra mais de 1 bilhão de pessoas no mundo (estou falando agora de gente, ser humano) que sobrevive ou vegeta com menos de um dólar por dia, ou seja, ganham menos de R$ 95,00 por mês. São 21,3% da população mundial nessas condições. O que você acha disso? Não é chocante?

Segundo o Banco Mundial, o Brasil é o país com maior desigualdade na distribuição de renda na América Latina e no Caribe. E a Igreja brasileira, como vê essa realidade?

Diante desse quadro que reúne ambição e desigualdades, qual é o papel da Igreja, ou do crente, do discípulo de Jesus???

Em 1º lugar, o crente precisa assumir a posição de “peregrino nesse mundo, mas cidadão dos céus.” Ter os olhos fixos em Cristo, no suprimento de Deus, nas possibilidades de Deus, nos recursos dados por Deus. Trabalhar, aproveitar bem todas as oportunidades divinas, ser fiel a Deus inclusive na vida financeira, ter um ótimo testemunho de vida, e assim, ajuntar “tesouros no céu” (Mt 6:19,20) são as recomendações bíblicas. O filho de Deus não pode perder de vista a realidade da transitoriedade e fragilidade da vida, bem como, da glória da eternidade.

Em 2º lugar, o crente precisa assumir a posição de “bom samaritano.” Deve enfrentar a realidade das crises, do desemprego e das desigualdades sociais com firmeza, coragem e esperança. Viver lamentando-se ou sob auto-compaixão não traz nenhuma solução. Alienar-se também não é o padrão divino, mas sim, centrado em Cristo, abrir os olhos às calamidades e aos necessitados que estão à sua volta, fazendo tudo o que puder para restaurar o necessitado e para mudar sua realidade social e espiritual. Jesus nos ensinou assim. A Igreja não pode ser alienada, mas integrada e contextualizada no mundo.

Em 3º lugar, precisa assumir a posição de “embaixador do reino” levando as boas novas de salvação a toda criatura. Exortando e incentivando, alertando e consolando, proclamando e fazendo diferença com seu comportamento em Nome de Jesus !!!

Quando o crente é fiel a Deus, não excita em assumir firmemente a sua posição de cidadão dos céus, bom samaritano e embaixador do reino. Assim, não há espaço em sua vida para desejar adquirir as fortunas terrenas e adentrar para o seleto grupo de milionários. O que verdadeiramente importa é ser um salvo em Cristo Jesus, fazendo parte do grupo de bilionários da salvação. Eu sou um destes, e você ?????

“Que aproveita ao homem, ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Mc 8:36

Pr. Douglas Boaventura
CRENTES LADRÕES

“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas. Vós sois amaldiçoados com a maldição; porque a mim me roubais, sim, vós, esta nação toda.” Ml 3:8,9

Crer parcialmente em Deus não garante felicidade plena, segurança em Cristo, nem vida cristã autêntica. Alguém disse que não existe a crença parcial: ou crê-se verdadeiramente, ou é um incrédulo. A bíblia diz que “quem não crer será condenado” (Mc 16:16).

Devolver o dízimo a Deus (que já pertence a Ele por legitimidade e por ordenança) é uma manifestação de fé, obediência e amor daqueles que professam andar com Ele.

Reter o dízimo, portanto, é “roubar a Deus.” Engana-se quem pensa que as bênçãos especiais de Deus estão sobre os crentes ladrões. Ilude-se falsamente quem despreza a verdade da maldição e castigo divino sobre os desobedientes e infiéis. É bom deixar claro o que ser FIEL na concepção divina: é devolver criteriosa e imediatamente (todo mês) a porção de Deus.

Não dizimar fielmente é mais do que não amar a Deus, é rebelar-se contra Deus, desobedecer a Deus, duvidar do suprimento de Deus, ser infiel para com Deus e categoricamente é “roubar a Deus.”

Que Deus liberte o Seu povo dessa maldição da infidelidade. Deixe de roubar e sejas fiel até a morte (Ap 2:10) para a glória do Senhor.
Pr. Douglas Boaventura


O QUE É MESMO FIDELIDADE ?

Ser fiel nos dízimos não é retê-lo por um ou dois meses e acertar no mês seguinte. O servo fiel separa “todos os dias,” de cada recurso que vai chegando às suas mãos, a porção do Senhor e devolve a Ele. O dinheiro que não nos pertence não pode ficar em nosso poder, nem em nossa administração, pois Deus não nos autoriza a isso. O dízimo é do Senhor, e não do crente.

Eu poderia calar-me por aqui, mas não me contenho. A infeliz realidade de nossa Igreja (IPCeres) atualmente é de apenas 22 servos dizimistas fiéis, você acredita nisso??? Eu também não acreditaria se não averiguasse pessoalmente nos relatórios. Você faz parte deste minúsculo grupo abençoado?

A minha oração ao Senhor é para que Ele mesmo promova um “genuíno avivamento”, sacudindo a nossa Igreja (que é dEle) com poder, fé e esperança para um compromisso de fidelidade diante de Sua Augusta Presença. Que Ele arrebate a cada membro dessa Igreja ao rol dos dizimistas fiéis, mudando nossa realidade. Que Deus nos traga todos os dias ao “compromisso com as pequenas coisas” (como o dízimo,por exemplo) para que vivamos em paz com Ele, desfrutando de Seu suprimento diário e de plena felicidade. Abra o seu coração, querido(a) irmão(ã), clame a Deus o perdão dos seus pecados e a transformação verdadeira em sua própria vida deixando se ser enganador (Jacó) para ser Israel, de “falso crente” ladrão(a) para crente verdadeiramente fiel. (* Quero ter a alegria de breve publicar os novos números de fiéis, para o louvor do Senhor).
Pr. Douglas Boaventura.


DEVOLVENDO OU PAGANDO UMA DÍVIDA?

Lá vêm o carteiro! Os compromissos financeiros assumidos vão chegando à porta todo mês. Chegou a conta variável da água, luz, telefone, além de boletos de outras cobranças como plano de saúde, assinaturas de revistas, etc. Que sufoco é perceber os aumentos!!! Como se não bastassem além das dívidas que chegam pelo correio ainda existem os diversos carnês com as múltiplas prestações, cada um com o seu dia bem discriminado e com as ameaças de multa por atraso. E o casal compartilham a murmuração: “todo mês já temos costumeiramente tantas contas a pagar e ainda temos que pagar o dízimo??? Esse mês tá difícil...”

O que muito cristão não aprendeu ainda é que tudo é de Deus e não apenas os 10%. Deus é o dono de todas as coisas e é Ele mesmo quem concede os 100%. Sem a inteligência e sem a saúde, por exemplo, não se consegue trabalhar satisfatoriamente, e o dinheiro não chegaria às nossas mãos. Sem contar todo o suprimento de que necessitamos na vida profissional para sermos bem sucedidos (oportunidade de emprego, etc.).

Já que tudo é de Deus, Ele prova o nosso amor e dependência dEle, exigindo (é ordem mesmo) a “devolução” da décima parte. Ele concede 100% mas nos autoriza a ficarmos com 90%. A décima parte Ele diz: “é minha parte exclusiva” que eu a dou para que você a devolva para mim. Se Deus pode tudo, Ele não poderia mandar o nosso salário já descontado o dízimo? Mas Ele nos concede o privilégio de contribuirmos com o Seu Reino. Ele prova a fé e o amor que afirmamos ter por Ele. Ele não prescreve a você mais uma conta para você pagar, com ameaças de multa e de levar seu nome para o SPC. Não é isso que Deus faz. Ele não diz: “pague”, mas diz “trazei”, dando a entender que está conosco a parte dEle que precisa ser devolvida.

Não fique com a décima parte de seus rendimentos. Essa parte é de Deus e Ele ordena a devolução. Ao receber seu salário retire a parte do Senhor. Faça isso antes de começar a gastar o dinheiro, antes de pagar qualquer prestação, antes de quitar a conta bancária. Lembre-se: você não estará pagando nada a Deus, mas devolvendo o que é dEle e o que Ele exige. Faça prova do amor de Deus na sua vida a partir da sua fidelidade. Que Deus te abençoe.
Pr. Douglas Boaventura.

NÃO QUERO MAIS TER FOME! - João 6.35

Você já sentiu fome? Provavelmente, a resposta de alguns é sim, pois em alguns momentos da vida sofrida já passaram por algumas privações e, dentre elas, a falta do alimento. Outros dizem: graças a Deus não; a fome nunca alcançou meu lar. Deus sempre nos abençoou bastante.

O que chama a atenção é que a fome pode nos atingir de várias maneiras (e nós imaginamos que somente existe fome quando falta o “pão de cada dia” sobre a mesa). Ela pode vir sobre nós na noite triste do coração, pela perda de um ente querido, pela dor da enfermidade da pessoa amada ou de nós próprios, pela falta de emprego do pai que se vê como responsável pela provisão do lar. Mas, existe uma outra espécie de fome, a pior de todas elas, e essa todos nós, em vários momentos já experimentamos, em diferentes graus é claro, é a fome pela busca de significado para a vida.

É o momento onde olhamos para tudo o que se passa ao nosso redor e perguntamos: Qual a razão de tudo isso? Por que levanto todas as manhãs e luto o dia todo? Por que preciso sempre estar me qualificando, buscando ser o melhor em tudo, estudar e estudar a ponto de não ter tempo para atividades prazerosas, simplesmente para ser bem-sucedido e tentar mascarar que meu coração está aliviado pela quantidade de bens que possuo? Por que tanta miséria no mundo? Por que crianças continuam a morrer de fome, adultos continuam a perder seus empregos, catástrofes continuam a acontecer? Por que o sistema público de saúde no país continua um caos e a educação de nossas crianças e jovens sem perspectivas sérias de melhorias?

Bem, depois de tudo isso é bom concordar que “todos” nós temos fome. Diante disso, alguém pergunta, qual é a solução para a fome então? Será que há resposta?

O texto do Evangelho segundo João capítulo 6 narra a história de uma multidão de pessoas com fome. A fome sentida era unicamente do “pão de cada dia” – a fome física (Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes. João 6.26).

Entretanto, Jesus sabia que a principal fome daquelas pessoas não era essa, mesmo que elas mesmas não tivessem conhecimento disso. Elas precisavam de sentido para sua história, de significado para a vida, de respostas pela existência delas, elas precisavam de libertação das cadeias malignas. Elas precisavam de alívio para as dores do dia-a-dia e esperança para o futuro. Elas, na verdade precisavam de salvação (na verdade todos nós precisamos). Para tudo isso Jesus traz a solução ou, melhorando a expressão, Jesus se coloca como a solução. No versículo 35 de João capítulo 6, Jesus diz:

Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.

Jesus toca no problema e se estabelece como a única provisão e o único meio pelo qual nós podemos ter nossa fome saciada. Ele acrescenta uma expressão – e o que crê em mim jamais terá sede. Aqui Jesus se coloca também como aquele que mata nossa sede (que é um aspecto adicional da fome da alma) e transforma nosso deserto num lugar com paisagens e muito verde, tudo isso simbolizando vida plena.

É proposta de fome e sede saciadas e vida plena de sentido e significado. De salvação garantida e alicerçada no próprio Jesus.

No verso 37 do mesmo capítulo, Jesus diz com autoridade: Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. Não é somente garantia de fome saciada, mas de fome eternamente saciada. É algo concreto, real e eterno. É salvação para todo o sempre – ah, isso sim é alimento que todos nós precisamos!

Portanto, abra mão de suas forças para tentar matar a sua fome (sua força é inútil nesse aspecto) e siga a esse Jesus, mas não simplesmente para a provisão de seu lar, mas como aquele que mata a principal fome de nossa existência, a fome por salvação e verdadeira libertação. Só em Jesus a fome é saciada, pois Ele é o verdadeiro Pão que nos alimenta.
Lc. Renato Duarte

CHAMADO PRA QUÊ?

Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra. Gn. 12.1-3

O Big Brother tem batido recordes de audiência. Quando andamos um pouco na rua, frequentamos algumas escolas, principalmente as que assistem ao público acima de 12 anos, a conversa que mais cedo ou mais tarde entra no assunto geral é sobre o emaranhado de fatos que aconteceu na última noite. Recentemente o Coubói foi eliminado (85%) de votos, batendo assim o recorde, até então, de audiência.

O fato preocupante é que conhecemos muito sobre Big Brother e pouco sobre Deus e sua Palavra. Sabemos muito sobre as intrigas e desventuras dos BBB’s, mas pouco sobre a Graça e a Misericórdia de Deus manifestadas na Cruz do Calvário.

A única conclusão a que posso chegar, para minha tristeza é claro, é que os fatos que mostram intrigas, egoísmo, egocentrismo, ganância, promiscuidade e inveja, são os que mais nos chamam a atenção. Isso de deve ao fato de imaginarmos que o mundo gira em torno de nós mesmos (ou desejarmos que isso aconteça), de almejarmos os melhores lugares, os melhores postos de trabalho, os melhores imóveis, as melhores honrarias. Isso talvez seja o reflexo de uma geração cristã que talvez entenda que O CHAMADO envolve somente minhas prioridades e minhas necessidades. O Eu em primeiro lugar - fruto da geração prazer em que vivemos.

O CHAMADO de Abraão redefine nosso olhar e corrige nossas perspectivas:

1) O CHAMADO é feito por Deus: nunca parte de mim. Existe uma vontade maior por trás de tudo. Uma ordem a ser obedecida. Eu não dito as regras.

2) O CHAMADO envolve renúncia: Abrão já estava estabelecido na terra, com seus parentes e, por sinal, muito bem de vida (é bom àqueles que se preocupam essencialmente com o amor ao dinheiro saberem disso). Mas o CHAMADO é para ir a uma terra que seria mostrada por Deus. Isso mostra que Abrão teria de sair da zona de conforto, se esforçar e, acima de tudo, confiar na provisão e cuidado de Deus (Mt. 6.25-34), exercendo assim a obediência ao CHAMADO.

3) O CHAMADO possui promessas: Deus de fato prometeu a Abrão coisas grandiosas - um grande povo nasceria dele, bênçãos o alcançariam, seu nome seria valoroso e viria reconhecimento por parte de muitos. O problema é quando não entendemos a natureza dessas promessas e começamos a fazer exigências a Deus como se nós fôssemos os proprietários e mandatários do CHAMADO. Essas promessas feitas a Abrão abrangiam coisas futuras: Deus morando com seu povo através de Seu Espírito Santo, uma Igreja grandiosíssima sendo construída pelo próprio Javé e esse povo (a Igreja de Deus) sendo usada como instrumento de transformação nas mãos do Criador.

4) O CHAMADO possui uma ordem: depois de Deus especificar o CHAMADO a Abrão (é bom lembrar que sempre é Deus quem vai ao encontro do homem nas escrituras e não vice-versa), esse mesmo Deus dá uma ordem: SÊ TU UMA BÊNÇÃO! A ordem é para servir, se envolver, sentir, compadecer, se entregar, investir, se doar, enfim, a ordem de fato é para sair.

Nosso CHAMADO como cristãos, ou melhor, como pessoas (por que o verdadeiro cristianismo define nossa real pessoalidade), envolve a autoentrega, o saber que sou chamado para servir, me dispor e me doar. Somente ao olhar para o próximo e me interessar por sua vida com Cristo, é que entendo a verdadeira natureza do CHAMADO: CHAMADO PARA SER BENÇÃO!
Lc. Renato Duarte

A ESCOLHA É TODA SUA ...
... AS CONSEQÜÊNCIAS TAMBÉM

“Eis aí vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito. Seguir-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra” Gn 41:29,30

Depois de interpretar os sonhos de Faraó, o prisioneiro injustiçado José lhe dá um conselho. Ele deveria escolher um homem criterioso e sábio para colocá-lo no comando do Egito, além de supervisores para recolherem 20% das colheitas durantes os sete anos de fartura que haveria. Todo o trigo e outras culturas que conseguissem armazenar no tempo da fartura deveriam ser estocados para a época da escassez e rigorosa fome que também duraria sete anos.

Agora que os seus sonhos foram revelados, Faraó estava com uma incumbência: escolher governantes. Essa escolha exigia muita responsabilidade pois o futuro de Faraó e de todo Egito poderia estar grandemente comprometido com a prosperidade ou com a calamidade, dependendo da escolha que ele fizesse.

José também sabia o peso dessa escolha, e aproveita a oportunidade para traçar o perfil mínimo, básico, mas valoroso de um digno administrador. José diz a Faraó que o escolhido devia ser em primeiro lugar, ajuizado. Isso quer dizer “ter discernimento, ser inteligente, discreto, ter compreensão”. Essa qualidade está ligada à percepção das coisas, e, naturalmente ao conhecimento. Alguém que fosse sensato e conseguisse analisar os fatos, atentando não somente para a realidade presente, mas também para a futura.

Em segundo lugar, o escolhido deveria ser sábio (v.33), o que está ligado a ser competente em trabalho técnico, habilidoso, instruído e prudente. Sabedoria pode ser vista na área administrativa, mas também ética e religiosa.

O conselho agradou a Faraó e a todos os seus oficiais (v.37). Faraó teve o discernimento e a sabedoria para entender que ninguém melhor que o próprio José para assumir o “comando geral” do Egito. Foi uma escolha acertada!

Deus abençoou grandemente ao próprio José que foi Governador do Egito, liderando toda a nação, estando abaixo apenas de Faraó (v.41). Essa posição trouxe a José possibilidades de reencontrar seu pai, e suprir seus próprios irmãos carnais que em anos passados o venderam como escravo. José foi uma bênção para o Egito e também para as nações vizinhas.

Em muitas situações você e eu ficamos como Faraó, responsáveis por escolher nossos governantes, seja na vida comunitária ou particular, pública ou privada, religiosa ou secular, financeira, moral, física, emocional ou espiritual. Quem governa sobre a sua vida hoje? Quem comanda o “seu Egito”? Sozinho ninguém sobrevive. Estamos sempre à mercê de administradores de nossas riquezas físicas que nos conduzem a agir segundo sua “sabedoria”. Quem é(são) o(s) seu(s) governante(s)?

Você precisa refletir e decidir. A fartura do Egito foi limitada como a minha e a sua vida aqui na Terra. A escassez em forma de doenças, desemprego, mortes na família, e tantos outros sofrimentos batem à nossa porta. Continuará você deixando que “incompetentes” governem seu Egito? Ficará você fadado às toneladas de material impresso que prometem prosperidade mas não podem garantir o seu futuro?

O meu convite é que você nesse exato momento busque o Supremo Pastor no seu coração e entregue a Ele o seu “glorioso Egito.” Abra mão de sua aparente sabedoria, entregando todas as suas decisões ao Rei Sábio e Poderoso, que não apenas conhece perfeitamente o seu deserto pessoal, mas também os seus próximos dias.

Como falei no início: a escolha é toda sua, as conseqüências também. Você tem liberdade de escolha! Os que semeiam são os primeiros a usufruir dos frutos, sejam eles sadios ou apodrecidos. Comece agora mesmo nova vida com Deus.

Quero conhecer você, sermos amigos, orar por você, por suas dificuldades e decisões, por seu lar, vida profissional, financeira, projetos, enfim, por “seu Egito.”

Seja sábio e escolha o Único que pode verdadeiramente suprir todas as suas necessidades. Estude a bíblia, pois somente ela é a própria Palavra de Deus. Não continue no engano, nem engane-se a si mesmo. O tempo está passando, e essa escolha está em tuas mãos. Aquele que te governa hoje, nessa vida, continuará contigo e será o teu rei na eternidade! A escolha é de alcance eterno!
Pr. Douglas Boaventura
JESUS ESTÁ CURANDO

“...E todos os que nEle tocavam eram curados.” Mc 6:56

Vivemos em um mundo doente que está superlotado de doentes de todas as raças, etnias, nações, faixas etárias, culturas, níveis econômicos, intelectuais, credos e ritos. A doença não escolhe seus alojadores. Ela não pergunta se pode entrar, também não diz quanto tempo ficará, que mal causará, e nem se voltará outra vez. Tratar de doentes e combater as doenças é sempre o grande desafio da humanidade, que aposta suas esperanças nas novas descobertas da medicina.

Diante dessa realidade, busca-se os recursos nos mais diversos lugares, nas mais diversas pessoas e nas mais diversas atitudes. É comum ouvirmos alguém dizer: “Faça assim que dá certo. Pelo menos em mim funcionou.” O pragmatismo vai tomando espaço quando o desespero se aproxima. A idéia é: “Se algo dá certo, se já deu certo em alguém, tem que se tentar. Alguma coisa tem de ser feita. Não custa tentar!” Nessas tentativas desenfreadas vemos pessoas saindo de doenças físicas para doenças psicológicas e até espirituais; muitas vezes virando um misto patológico. Estou certo de que não vale a pena tentar de tudo o que aparece como opção em nossa frente. Se você (ou alguém) está doente, precisa de CURA, e não de tentativas. E a cura verdadeira não está qualquer pessoa, muito menos em rituais.

Só existe cura e satisfação plena em uma única Pessoa, e Seu Nome é Jesus. Ele traz a cura perfeita não apenas do corpo mas também da alma. Ele não se cansa, nem precisa de buscar as novas invenções da modernidade. Aliás, Ele usa a mesma Palavra que usou desde que criou o homem e o universo em geral: “Haja.” Essa foi e continua sendo a ordem soberana de Deus. Ele está aqui, agora, e nesse exato momento você pode conversar com Ele. Queres tocar em suas vestes como fizeram os doentes registrados em Mc 10 (texto bíblico)? Deus está curando aqui nesse lugar. Não duvide disso! Você pode ser transformado agora mesmo pelo poder de Deus que permanece VIVO E ATIVO. Creia, clame e sejas curado(a)!
Pr. Douglas Boaventura
TENDO PENA DOS BONZINHOS

“E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos.” Gl 6:9

“O mundo é dos espertos” disse alguém com ar de sabedoria e prepotência. Não é incomum encontrarmos pessoas que foram ludibriadas, enganadas, golpeadas, iludidas, o que na linguagem popular costumamos chamar de : “passadas para trás.” Você já foi passado(a) para trás alguma vez na vida? Perceber o golpe após cair nele é desalentador e sofrido. A primeira sensação que se tem é a de não querer acreditar no que aconteceu. Imediatamente a seguir, a raiva do ofensor começa a nascer e criar raízes cada vez mais profundas à medida que se analisa cada episódio de toda a trama. Aumentando-se o ódio pelo ofensor, e não tendo naturalmente como “dar-lhe o troco” o ofendido começa a se culpar e ainda consegue involuntariamente arrebanhar outros para apedrejá-lo. A cena fundamental (central) do golpe não lhe sai da memória. Por que procedi assim? Por que não vi? Por que fiz? Por que não questionei? Por quê???? O tempo vai passando e a única coisa que na verdade permanece é a certeza de que foi enganado e agora terá de sofrer o prejuízo por mais penoso que ele seja. O lamento foi ineficaz para solucionar o caso, muito menos o desespero ou o desalento.

É por essas e outras tantas situações que as pessoas começam a se armarem não apenas contra o mal de outros seres humanos, mas contra os próprios humanos independentemente em que contexto ou realidade se encontrem. Esse estágio é cruel e assassino. Posso citar algumas expressões e manifestações de quem está nessa miséria? Isso é próprio de gente que vive alertando aos demais: cuidado, você é muito bonzinho; ou você é muito boazinha. Não ajude a ninguém e você ficará livre de ser prejudicado. Não se envolva com ninguém, e se livrará de decepções. Não se aproxime de ninguém e ficará livre das mais diversas e indesejadas importunações. Não abra espaço a conversar com ninguém, e ficará livre de calotes e prejuízos. Não conte absolutamente nada de sua vida a quem quer que seja. Mantenha-se sempre no anonimato e assim ninguém perceberá que você existe. Nunca peça conselhos e você não ouvirá palpites às vezes indesejados. Não compartilhe suas alegrias, para que outros não tenham prazer com aquilo que é somente seu. Não compartilhe suas dores para que ninguém saiba que você sofre. Enfim, conserve-se bem apático(a), levemente triste (para não dar motivos à abordagem de alguém), e, principalmente, não toque nas pessoas (para não criar intimidades), nunca presenteie alguém (para não abrir nenhuma oportunidade de retribuição), não pergunte nada a quem quer que seja, nem peça nada a ninguém para não ficar devendo favores; além do que você não pode demonstrar dependência de ninguém.

Esse é o reflexo do pecado da insensibilidade. Afinal, ser bom é um mal? Será que o bom é ter um “coração de pedra?” Sim, para muitas pessoas a resposta é afirmativa. No trilho de nosso individualismo egoísta e cruel, o bom é ser mal, e faz mal ser bom. Só precisamos analisar um último detalhe: essa é realmente a melhor forma de vida? Esse é o caminho da plena felicidade, ou da amargura recatada? Viver para si mesmo é viver feliz?

Se você já experimentou (ou experimenta) em algum momento da vida tentar resolver seus conflitos sozinho(a), não depender de ninguém e não aceitar intromissão de quem quer que seja sobre sua vida, decisões e alvos, você sabe quão penoso é viver dessa maneira! Em primeiro lugar existe o sofrimento da solidão. Em segundo lugar, o sofrimento do egoísmo e sentimento de culpa de não fazer o mínimo por alguém que necessita. Em terceiro lugar, o sofrimento pelo sentimento de invalidez e ineficiência como gente que não produz o mínimo de história no mundo e nas pessoas. Em último lugar, o sofrimento advindo da certeza de estar em rebeldia diante de Deus, o Pai Criador que é o Perfeito Amor. Ele entregou Seu Único Filho por nós como prova inequívoca de Seu Amor. Ele se revela em Sua Palavra (Bíblia), chamando-nos a ser fiéis discípulos de Cristo (cristãos), comprometidos em amar o nosso semelhante como a nós mesmos, a perdoá-lo quantas vezes forem necessárias e a suportá-lo (servir de suporte a ele) todos os dias. O que Jesus requer de mim e de você não é mais do que aquilo que Ele mesmo viveu: um envolvimento integral com o Pai e com o próximo.

Vou deixar-lhe 3 recomendações: 1) Deixe de ter medo de ser bonzinho (ou boazinha) aos olhos dos insensíveis; 2) Rejeite os maus conselhos dos insensíveis; 3) Olhe para Jesus, o Sensível Perfeito, e vá até onde você conseguir avançar para abençoar vidas, mesmo que isso lhe custe o apelido de “bonzinho”(a) e atraia comentários maldosos de falsa piedade de quem precisa experimentar a Graça de Deus. Deus, que conhece plenamente o seu coração, lhe dará forças e consolo.
Pr. Douglas Boaventura

É PROIBIDO CHORAR, MAS...

“Jesus chorou” - João 11:35

“Homem que é homem não chora” diziam nossos pais, diz a música folclórica, dizem os “quase educadores”, dizem os machões. Mas será que o choro é realmente incompatível com a masculinidade??? Tenho certeza que não! E ainda, por que abrir a possibilidade do choro apenas às mulheres? Carregam as mulheres toda a sensibilidade do ser humano, enquanto as homens toda frieza e até “dureza de coração” que possa existir numa criatura humana? Infiltrando-se na filosofia do “não chorar” como sendo um valoroso distintivo e força de personalidade, as mulheres também resolveram entrar pouco a pouco nesse ambiente de insensibilidade e condicionamento árido da alma. “Afinal, nós as mulheres não podemos ficar para trás; possuíamos os mesmos direitos; somos até mais fortes que os homens, e podemos mostrar o quanto conseguimos resistir mais às dores, do que os homens (e principalmente, sem chorar), seguem as adeptas, defensoras e simpatizantes dos movimentos feministas. Como se não bastasse, as nossas crianças já estão aprendendo a lição de reter o choro como positiva força de personalidade, porém de uma forma mais aprimorada. Enfrentar a dor sem demonstrar que dói é uma excelente bandeira da rebeldia, levantada pelas crianças em nome da “causa infantil” de não ter que se submeter a nenhuma instituição, regras ou pessoas, sejam “o que” ou “quem” forem. A criança já entendeu que ela precisa treinar, à medida que vai crescendo, a não se importar com a dor, a “fazer de conta” que está tudo ótimo, que o castigo e as palmadas devem ser suportados com ironia e desdém para insultar a autoridade do que aplica correção ou corretivo. “Não podemos ficar por baixo só porque somos baixinhos”, corre veloz o pensamento infantil.

Espere um pouquinho, preciso que você seja bem sincero(a) comigo agora. Estou sendo utópico, ou você está vivendo essa realidade e ainda compartilhando dessa rebeldia na vida de outros à sua volta? Você acha mesmo que “é proibido chorar”? Você é do tipo de gente que consegue reter e estancar as lágrimas com declarações de vitória? Você entende que chorar é “pecar contra a fé”, contra a certeza das bênçãos, contra a sublime presença de Jesus? Para você, chorar é “depreciar ou mesmo desprezar a ação do Santo Espírito Consolador? Muitas pessoas pensam e vivem assim: é a única forma que conseguiram para se sentirem mais aliviadas em alguma parte do dia. Vivem conscientemente iludidas, apesar da tremenda vontade de serem felizes e realizadas. Acham que nunca poderão viver uma verdadeira e livre felicidade. Ah, escute: quando digo “gente” esqueço-me da faixa etária, e tenho certeza que você pode estar vivendo assim. A rebeldia existe, apesar de se mascarar até por humildade e falso consolo de que a dor que oprime, machuca e castiga, não faz diferença alguma e afinal acontece com todas as pessoas, a todo momento... A concepção que se procura ter da situação difícil, angustiante e traumática é apenas uma ilusão, pois nada está acontecendo, a não ser na cabeça de gente “fraca” que não consegue se segurar, que deságua por qualquer coisa, que tem um coração de manteiga que se derrete com facilidade. “Quando eu era criança, chorava” – diz o “homem” de apenas 36 meses de idade.

Que mundo é esse? Como estamos preparando as novas gerações? Com os refrões do “homem que é homem não chora”? Com o incentivo à violência (inclusive animal) de “atirar o pau no gato”? Ou com o exemplo de Jesus Cristo, o homem que chorou defronte ao túmulo de Lázaro, e o fez de forma pública, na presença de várias pessoas que ali estavam, sem se preocupar com o que pensariam ou falariam a respeito dele. Teria Jesus chorado hipocritamente, para “ficar bem” com as pessoas que porventura estivessem irritadas com Ele pelo suposto “atraso” em chegar à Betânia? Teria Jesus pecado, ou vacilado na fé por que chorou??? A resposta é absolutamente negativa. Jesus, o pleno Deus, é também o “perfeito homem” com toda sensibilidade, sinceridade e amor que precisamos ter como seres humanos. È simplesmente incrível observar o livre fluir das lágrimas do Mestre sem fantasiar, sem fingir, sem intenções de se favorecer, sem preocupações com o auditório, mas com um profundo relacionamento com o Pai e com o seu próximo. Que lição maravilhosa de quem viveu a plena felicidade num ambiente de total liberdade de expressar seus sentimentos mais dolorosos. Jesus não perde o momento sublime de viver sua emoção sadia e atingir o outro (familiares e outros que ali estavam) com os olhos marejados e o coração amargurado. Mesmo sabendo, e crendo com perfeita e unânime fé que Deus ressuscitaria o seu amigo nos próximos minutos, Jesus sinceramente, chorou.

E você, tem também um coração deleitado no Senhor e comovido às necessidades de seu próximo? Suas emoções fluem livremente e são colocadas a serviço do Pai? Ou você “tem medo de se emocionar” o que pode ocasionar em maus entendidos das pessoas, e ainda mais: você pode ser conduzido a estender a mão amiga, a erguer os olhos ao céu, a se envolver com o sofrimento do outro.... E isso é muito sério!!! Viver uma espiritualidade sadia é para corajosos, pois é um risco amar alguém. Não entre nessa competitividade que estimula homens, mulheres, jovens, idosos e crianças a vierem hipocritamente em nossa sociedade moderna. Seja diferente dos incontáveis atores e atrizes de toda espécie que estão em cada lugar que vamos. O autêntico discípulo é aquele que em tudo imita seu Mestre. Portanto, seja abençoador, viva intensamente as oportunidades que Deus lhe concede para abençoar o outro. Não tenha medo de compartilhar ou mesmo de demonstrar seus sentimentos e emoções, pois Deus tem um propósito especial a realizar a partir de sua aproximação e seu choro. Seja humilde, manso e livre para adorar a Deus. Aproveite as oportunidades de desafios, lutas, notícias tristes, amarguras e dissabores para derramar seu coração diante de Deus e diante de seus irmãos: Chore, pois Cristo chorou!” Reter o choro não é “privilégio” do “humano que é homem”, antes expressa a rebeldia de “homem que não quer ser humano.”

Pr. Douglas Boaventura

BOAS NOTÍCIAS

“Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo; abençoar-te-ei...” (Gn 26:24)

Boas notícias sempre são bem vindas! Ainda mais quando estamos passando por momentos difíceis na vida. Alguém disse certa vez que após cada montanha existe um vale. E, inevitavelmente passamos por “vales” várias vezes em nossa vida.

Isaque, filho do patriarca Abraão, encontrava-se em Gerar, região desértica, guiado por Deus e ali viu com muita alegria, o fruto de seu trabalho coroado pelas bênçãos divinas. Ficou riquíssimo, possuindo rebanhos e servos em abundância, tendo colhido no ano de sua chegada àquele lugar, cem por um (100X1) em suas lavouras, sendo invejado pelos seus vizinhos.

A partir daí ele começou a ser perseguido pelos filisteus que além de terem entulhado os poços que Abraão abrira no passado, agora continua tapando os mesmos poços à medida que Isaque com seus servos vai reabrindo. Isaque desentulha o poço e os filisteus tapam o poço. Que luta para esse homem de Deus! Ao sair daquele lugar e reabrir outro poço, os inimigos surgiam em cena e mais uma vez entulhavam a sua chance de sobrevivência, realização e produtividade.

Como Isaque conseguiu lidar com essa situação? Ele permanece firme. Não esmorece, nem perde tempo com intrigas. Sua sêde e dos que estão com ele (também de seu rebanho) precisa ser saciada, e ele continua perseverante reabrindo poços até que Deus lhe deu o alívio dos seus inimigos.

É após essa experiência, estando já em Berseba, que Isaque é visitado por Deus que lhe estimula a prosseguir, dando-lhe ótimas notícias: 1º) Eu sou Deus; 2º) Não tenhas medo; 3º) Eu estou com você; 4º) Eu vou continuar te abençoando e dando-lhe muito mais do que tudo o que você já viu ou experimentou até hoje! Com essas notícias a única opção de Isaque é prosseguir perseverantemente.

Hoje Deus também fala ao seu coração. Não se intimide, mas creia e prossiga! (Medite em : Sl 37:5; Js 1:9; Mc 5:36; At 23:11; II Tm 1;7). Deus cuide de sua vida, te anime, fortaleça, te abençõe nos desertos, te faça perseverante, te conforte e tenha misericórdia de cada um de nós.

O que precisamos para vivermos felizes não é o alívio das dificuldades, mas, acima de tudo, de ter um estreito relacionamento com a Pessoa de Deus, ouvir a sua Palavra, a Sua voz, as boas novas que Ele nos traz!!!

Pr. Douglas Boaventura

VENCEDORES SÓ POR CRISTO

Todas as pessoas conscientes e sinceras lutam pela vida e durante toda a vida, com objetivos claros e desejos a serem realizados como fruto de seus esforços.

Alcançar a vitória é o objetivo, o alvo de cada projeto, de cada empreendimento, de cada esforço empenhado. A conquista dos sonhos chega como recompensa e conforto, fazendo-nos até esquecer a realidade dos sofrimentos embutidos em cada desafio enfrentado pelo caminho rumo à vitória. Não é assim que acontece com os atletas ao fim do campeonato, com os estudantes no término de cada ano ou do curso, e com as mulheres gestantes quando acabam de dar à luz seu bebê?

Até podemos nos “dar ao luxo” de esquecer ou desprezar qualquer sacrifício feito; porém uma única realidade não pode ser olvidada: Deus é o responsável primário e essencial de cada vitória que alcançamos na vida. Ele é o Idealizador, Mantenedor, e Consumador de cada minuto de nossa existência. Sem Deus, nada somos e nada podemos fazer. Jesus mesmo disse isso (João 15:5, bíblia), e podemos comprovar isso em nossa vida prática. Desde os mínimos detalhes que envolvem nossa existência dependemos de Deus. Nosso corpo, inteligência, saúde, o alimento diário, as forças e disposição, os recursos financeiros, a esperança, perseverança, alegria, paz e motivação... Tudo procede de Deus.

Portanto, ao festejarmos as vitórias da vida, precisamos agradecer ao Supremo Vencedor que nos concedeu, e continua nos concedendo, mesmo sem merecermos, a vitória. Só conseguimos ser o que somos, ter o que temos, fazer o que fazemos e conquistar o que conquistamos, pela intervenção e sustentação sobrenatural de Deus.

A bíblia diz que nossos recursos e talentos (que já vieram por Deus) por si somente, são ineficazes de conquistar a vitória. “O cavalo não garante vitória; a despeito de sua grande força, a ninguém pode livrar.” Salmos 33:17

O esforço humano não pode ser desprezado, e precisamos nos preparar da melhor maneira possível para as batalhas da vida, mas, ao mesmo tempo, precisamos entender que a vitória só virá através da ação de Deus. “Os homens aprontam os cavalos para a batalha, mas quem dá a vitória é Deus, o Senhor.” Provérbios 21:31

Que esse reconhecimento permaneça conosco. O reconhecimento de nossa total dependência de Deus, o reconhecimento do cuidado e suprimento dEle para conosco, e o reconhecimento de que cada vitória alcançada é presente especial vindo diretamente da parte de Deus para nós.

Que busquemos a sabedoria de Deus através da bíblia, do relacionamento constante com Ele, e com nosso próximo, para continuarmos experimentando vitórias sobre vitórias ! Que assim, Deus seja louvado enquanto sofremos, vivemos e lutamos pela vida, enquanto celebramos nossas vitórias e enquanto partimos para novos desafios.

Pr. Douglas Boaventura

ESTA É A PÁSCOA DO SENHOR

Chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora nona. À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? ...Mas Jesus, dando um grande brado, expirou. E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. O centurião que estava em frente dele, vendo que assim expirara, disse: Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus. (Marcos 15.33-34,37-39)

Precisamos tomar cuidado com usos e costumes. Geralmente eles nos atrapalham a ver as coisas que realmente são importantes. Assim acontece com a Páscoa. O símbolo do coelhinho e ovos de páscoa em si mesmos não são ruins (chocolate é gostoso). É ruim quando o gostoso sabor do chocolate nos faz perder e deixar de sentir o gosto e o real sabor da salvação que aconteceu de uma vez por todas na Cruz do Calvário.

Este texto de Marcos lança luz sobre o real significado do ministério terreno de Jesus, a ovelha muda e não o coelho que veio se entregar e pagar a dívida da nossa culpa a Deus, levando-nos a um relacionamento de vida e amor com o Pai, onde hoje podemos dizer: Aba, pai (papai)! A Cruz de Cristo significa, segundo este texto:

1) Sofrimento Integral pelos nossos pecados (v. 33). Isaías 53 (leia todo este capítulo) nos assegura que Jesus estava em Seu corpo nos substituindo e sofrendo o que deveríamos sofrer. “Houve trevas, talvez porque olho algum devia ver, e silêncio, porque língua alguma poderia contar a angústia de alma que o Salvador sem pecados agora sofria. “No nascimento do filho de Deus”, escreveu Douglas Webster, “houve luz à meia-noite; na morte do Filho de Deus, houve trevas ao meio-dia”.

2) Julgamento de Deus sobre o mundo (v. 34). O grito de abandono de Jesus tem um significado incrível. Naquele momento toda a taça da ira de Deus, todo o ódio de Deus pelo pecado, toda a cólera de Deus com relação a nossa culpa foi despejada, derramada, lançada sobre Cristo, a ponto dele dizer: Deus meu, por que me desamparaste? Paulo chega a dizer que naquele momento Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo (2Co 5.19).

3) A Cruz de Cristo é Vitória e Libertação (v. 37-39). João narra que as últimas palavras de Jesus foram: está pago (Jo 19.30). Isto significa que todos os nossos pecados, os do passado, do presente e inclusive os do futuro, foram tratados definitivamente por Cristo e nossa culpa foi lançada sobre Ele. Através de sua morte, nossa miséria foi solucionada e, através de sua morte e Ressurreição, todos os que crêem em Seu nome obtiveram vida. A prova disso é o véu, que simbolizava todas as restrições, simbolismos e limitações do Antigo Testamento, ter se rasgado de alto a baixo, significando que todos nós agora temos acesso irrestrito a Deus pelo Sangue de Seu Filho. Na Cruz fomos Libertados, na Cruz encontramos Vitória, na Cruz a Páscoa do Senhor é realizada, um povo é libertado da escravidão e conduzido a um relacionamento de vida com Deus, a quem todos nós, seus salvos, podemos hoje chamar, para Sua própria Glória, de Pai, meu Papai. Esta é a Páscoa do Senhor. Celebre isso!

Lc. Renato Duarte