Igreja Presbiteriana de Ceres
2 de Fevereiro de 1942
A Igreja Presbiteriana de Ceres, teve início na Colônia Agrícola Nacional do Estado de Goiás, em 1942. Ocasião em que o evangelista Waldemar Rose, obreiro da Missão Oeste do Brasil (Junta de Missões Estrangeiras dos Estados Unidos) residindo em Uruana, viajando a pé, visitou a Colônia Agrícola em 2 de fevereiro de 1942. Com um culto e pregação da palavra de Deus, na residência do Sr. Joaquim Alcides, teve início ao trabalho presbiteriano nesta colônia, futura cidade de Ceres. Daí em diante, seguiram-se visitas mensais e regulares, pelo então evangelista. Com o desenvolvimento da Colônia, especialmente Ceres e Rialma, a Missão resolveu designar o evangelista Waldemar Rose e sua esposa Maria Litoudo, que fixaram residência em definitivo na Colônia, no final de 1949.
No dia 5 de fevereiro de 1950, em um salão alugado, com a presença de 206 pessoas, incluindo missionários, um coral de Anápolis, e visitantes de outras denominações, foi oficialmente inaugurado o trabalho Presbiteriano em Ceres. Em 12 de agosto de 1950, foi inaugurada a Escola Dominical, sendo eleito para superintendente o jovem Walter Marques Dourado. Em 23 de setembro de 1950, a congregação foi emancipada, ou seja, organizada em Igreja, com 83 membros comungantes, seus primeiros presbíteros: Astolfo Portes Sandeville, Álvaro Gonçalves Chaves, Waldemar Rose e Walter Marques Dourado. Diáconos: Daniel Francisco Rosa, Tenório Marques Dourado, Gamaliel Castro Dourado e Joaquim de Souza.
A Igreja Presbiteriana de Ceres, somente em 29 de agosto de 1952, recebeu seu primeiro pastor residente, o Rev. T. Reichardt Taylor, que recebeu o trabalho com cerca de 400 membros, sendo apenas 100 membros em Ceres, o restante nas congregações nas imediações sendo que muitas delas já se tornaram igrejas que compõem o nosso Presbitério hoje.
A construção do templo, teve início em 8 de março de 1956, com a formação de uma comissão de construção que levaria a um arquiteto de Anápolis a Planta do sonhado templo. O novo templo começa a ser utilizado em julho de 1959. Porém, somente em 23 de setembro de 1965, após 15 anos de organização e várias obras complementares, foi oficialmente inaugurado o novo templo, em cuja cerimônia festiva, pregou o Rev. Benon Wanderley Paes.
Reformada e sempre reformando, ampliando e caminhando no Senhor, tem atingido abençoados objetivos, para o desenvolvimento do Reino de Deus e para honra e glória do Senhor Jesus. Todos os departamentos estão funcionando a contento, assim como: Secretaria de Trabalho Infantil, Secretaria Geral da Igreja, Coral de Adultos, Coral Infantil, OConjuntos Instrumental/Vocal e de Louvor, Ministério de Casais, Ministério de Intercessão e Ministério de Aconselhamento, sendo: Disque Paz, Gabinete Pastoral, Projeto Desperta Débora, Grupos Familiares e discipulado.
A Igreja Presbiteriana de Ceres, tornou-se mãe de muitas outras igrejas que foram suas congregações. Centenas de crentes convertidos e preparados por ela, servem a Jesus em outras igrejas principalmente na capital do estado; daria para formar uma grande igreja.
Alguns filhos de nossa Igreja, são hoje pastores, como: Rev. Edson Souza Gonçalves, Rev. Júlio César Dourado, Rev. Euclides Oliveira, Rev. Gilvânio Castro Barbosa e alguns missionários. A IP de Ceres organizou no dia 31 de dezembro de 2000 sua primeira filha da cidade de Ceres, a Igreja Presbiteriana do Jardim Sorriso com 82 membros comungantes, ficando sob sua jurisdição a congregação de Palmital.
Hoje, a Igreja Presbiteriana de Ceres somente na sede, com a saída dos membros das congregações de Carmo do Rio Verde para o Presbitério, Jardim Sorriso e Palmital, conta com 295 membros comungantes e cerca de 110 não comungantes, somando, aproximadamente 405 membros.
História do Presbiterianismo
A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) é uma das mais antigas denominações protestantes do Brasil. Estende-se por todo o território brasileiro e iniciou trabalhos missionários em outros países, como Bolívia, Paraguai e Colômbia.
Implantação (1859-1869)
O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do trabalho missionário do americano Ashbel Green Simonton (1833-1867), que chegou Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade. Em abril de 1860, Simonton dirigiu o seu primeiro culto em português; em janeiro de 1862 foi fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. No breve período em que viveu no Brasil, Simonton, auxiliado por alguns colegas, fundou o primeiro jornal evangélico do país (Imprensa Evangélica, 1864), criou o primeiro presbitério (1865) e organizou um seminário (1867). O Rev. Simonton morreu vitimado pela febre amarela aos 34 anos, em 1867 (sua esposa, Helen Murdoch, havia falecido três anos antes).O ex-padre José Manoel da Conceição (1822-1873), foi o primeiro brasileiro a ser pastor (1865). Visitou incansavelmente dezenas de vilas e cidades no interior de São Paulo, Vale do Paraíba e sul de Minas, pregando e fundando comunidades.
Consolidação (1869-1888)
O ano de 1869 marca uma nova etapa na história da IPB por ser o ano da chegada dos missionários da Igreja Presbiteriana do sul dos Estados Unidos. Nesta época, em virtude dos problemas políticos enfrentados nos Estados Unidos, havia duas Igrejas Presbiterianas: uma do norte do país (a PCUSA) - que enviou os primeiros missionários ao Brasil - e outra no sul (a PCUS).
Os dois primeiros missionários da Igreja do sul dos Estados Unidos a vir para o Brasil foram George Nash Morton e Edward Lane. Seu trabalho concentrou-se no interior de São Paulo, tendo fundado, em 1870, a Igreja Presbiteriana de Campinas. As regiões da Mogiana, o oeste de Minas, o Triângulo Mineiro e o sul de Goiás foram atingidos por outros missionários que os seguiram, dentre eles o Rev. John Boyle. A expansão da IPB no norte e no nordeste do país deve-se ao trabalho pioneiro dos missionários da PCUS. Dentre os muitos nomes deste período fulguram o do missionário John Rockwell Smith, que fundou a Igreja Presbiteriana do Recife, em 1878, e o Rev. Belmiro de Araújo César, um dos primeiros e mais conhecidos pastores brasileiros do nordeste.
Durante este período, a missão da Igreja Presbiteriana do norte dos Estados Unidos (PCUSA) se consolidava no restante do país. Um dos grandes eventos deste período foi a fundação da Escola Americana, em 1870, por George Chamberlain e sua esposa, Mary Chamberlain. A Escola Americana, mais tarde, passaria a se chamar Mackenzie College, chegando a ser o conhecido Instituto Presbiteriano Mackenzie (que abriga, dentre outras instituições, a Universidade Mackenzie).Alguns novos pastores brasileiros são ordenados nestes anos, como Manuel Antônio de Menezes, Delfino dos Anjos Teixeira, José Zacarias de Miranda e Caetano Nogueira Júnior. O grande nome, no entanto, viria a ser o do Rev. Eduardo Carlos Pereira.
Dissensão (1888-1903)
Em setembro de 1888 foi organizado o Sínodo da Igreja Presbiteriana do Brasil, assim tornou-se autônoma, desligando-se das igrejas norte-americanas.
Depois da proclamação da república nasceu um movimento nacionalista no seio da IPB e os pastores brasileiros eram contra os missionários americanos serem maçons, gerando um cisma que levou a fundação da Igreja Presbiteriana Independente. Um grande líder do começo do século XX foi o pastor Erasmo Braga. O presidente da república Café Filho era presbiteriano e freqüentava a 1° Igreja Presbiteriana de Natal.
Modernização (1990-2002)
Ao longo do século XX passou por conflitos entre teólogos fundamentalistas e liberais, o que gerou diversos cismas. Possui hoje 820 igrejas, 5215 missões, 2600 pastores. É membro da Aliança Reformada Mundial. Possui o Instituto Presbiteriano Mackenzie em S.Paulo.
Estrutura
O governo presbiteriano é uma forma de organização da Igreja que se caracteriza pelo governo de uma assembléia de presbíteros, ou anciãos. Esta forma de governo foi desenvolvida como rejeição ao domínio por hierarquias de bispos individuais (forma de governo episcopal).
A função do ministério da palavra de Deus e a administração dos sacramentos é ordinariamente atribuida a uma pessoa em cada congregação local.
A administração da ordenação e legislação está a cargo das assembléias de presbíteros, entre os quais os ministros e outros anciãos são participantes de igual importância. Estas assembléias são chamadas concílios.
Os concílios presbiterianos crescem em gradação hierárquica. Cada Igreja local tem o seu concílio, chamado de conselho. As Igrejas de uma determinada região compõem um concílio maior chamado presbitério. Os presbitérios, por sua vez, compõem um sínodo. O concílio maior da Igreja Presbiteriana do Brasil é o Supremo Concílio.
SER PRESBITERIANO
Que significa ser presbiteriano? De onde vem esse nome? Que é que caracteriza a Igreja Presbiteriana?
Num dicionário, pode-se saber que o nome da Igreja Presbiteriana vem do grego presbyteros, palavra que foi simplesmente transliterada para o português com a forma de <>. No grego queria dizer (>,<>) e era com esta palavra que os escritores do Novo Testamento designavam os dirigentes das igrejas cristãs, mesmo quando eles não eram pessoas idosas.
Diz ainda o dicionário que o Presbiterianismo é um sistema eclesiástico que tem seu governo depositado nas mãos dos <> e não nas dos <> (sistema episcopal, católico ou não) ou da <> (como no sistema congregacional). Isto não esclarece muito sobre a natureza e características desta Igreja, mas pelo menos fica-se sabendo de uma coisa: é que, relativamente ao governo eclesiástico, a Igreja Presbiteriana representa um meio termo entre o sistema monárquico-episcopal e o de democracia direta que é praticado nos sistemas congregacionais.
UM POUCO DE HISTÓRIA
Quando alguém se declara presbiteriano, não está somente a dizer que é partidário de uma determinada forma de governo da igreja e, neste caso, de um sistema democrático-representativo. Para aprofundar o conhecimento do significado do nome desta Igreja, é necessário fazer-se uma incursão histórica, ainda que breve. Primeiro, esta Igreja é um ramo da Igreja Cristã Universal, fundada por Jesus Cristo. Historicamente, a Igreja Presbiteriana começou no século 16, com o Reformador João Calvino. Como se sabe, o iniciador da Reforma Protestante foi Martinho Lutero, monge da Ordem de Santo Agostinho. Lutero era, fundamentalmente, um místico e um profeta. A sua ação foi mais de pregador apaixonado que de organizador e sistematizador. Essa função coube mais a Calvino que, por ter formação universitária de jurista e teólogo, bem como por sua maneira de ser e por sua orientação humanista, foi o grande sistematizador das idéias da Reforma. Desde sua conversão ao protestantismo, em 1532, sentiu a necessidade de dar expressão doutrinária às idéias suscitadas pela leitura da Bíblia. Assim surgiram as <> ou <>, o primeiro trabalho de sistematização da teologia protestante. Nesta obra, surgem algumas diferenças em relação ao pensamento do Martinho Lutero. No essencial, Calvino está ao lado do gigante de Wittenberg, mas seu conceito de Igreja é muito mais rico do que o do teólogo alemão. Calvino tinha também maior preocupação quanto ao envolvimento do cristão com a vida da sociedade.
Para marcar a posição do autor das <> e seus partidários, distinguindo-os da corrente luterana, começou-se a designar aquela corrente doutrinária por <>. Mas Calvino, que não desejava que o movimento fosse conhecido por seu nome pessoal, deu a Si próprio e aos seus correligionários a designação de <>. E é este o nome que acabou por ser dado a Igreja que constituíram: Igreja Reformada. Organizada a primeira Igreja Reformada na Suíça, em Genebra, outras surgiram pela Europa. Assim foi formada a Igreja Reformada da França, a Igreja Reformada da Holanda, a Igreja Reformada da Alemanha. o sistema do Calvino, mais lógico, mais coerente, tomava rapidamente a dianteira sobre o luteranismo. Na Escócia, um padre e professor da Universidade de Santo André, em Glasgow, chamado João Knox, aderiu às idéias da Reforma e, tendo de exilar-se em Genebra, ali entrou em contato com Calvino, a quem muito admirou. Conquistado de alma e coração pelas doutrinas e métodos desse Reformador, quando voltou à sua terra escreveu um <>, inspirado no calvinismo, que só tornou o regulamento do protestantismo escocês. É a João Knox e a seu sucessor, André Melville, que se deve principalmente o sistema presbiteriano de governo por ministros e leigos, numa série do concílios, em ordem ascendente, desde o Conselho local (governo da comunidade), Presbitérios (concílios regionais) e Assembléia Geral (sínodo nacional). Como os dirigentes desse sistema eclesiástico são denominados <> (presbítero docente o ministro, presbítero regente o representante do povo), facilmente o sistema se tomou conhecido por <>. A primeira Igreja com o nome de Presbiteriana apareceu na Escócia, há quatrocentos anos, quando o Parlamento escocês aboliu o catolicismo e declarou este sistema como Igreja oficial da Escócia.
ÊNFASES TEOLÓGICAS
Houve tempo em que o Presbiterianismo tinha algumas doutrinas específicas como, por exemplo, a doutrina da predestinação incondicional, mas hoje será mais apropriado falar-se em ênfases teológicas do Presbiterianismo de que em doutrinas específicas.
A Igreja Presbiteriana tem uma vocação muito particular para o Ecumenismo verdadeiro. Desde o tempo de Calvino, ela repudiou a idéia sectária que estabelece a necessidade de pertencer a esta ou aquela Denominação Cristã para se obter a salvação, dando ênfase constante a afirmação de que é a fé e somente ela que nos dá acesso a comunhão com o Senhor. Tomando a dianteira nos esforços pela unidade dos diversos ramos da Igreja de Cristo, a Igreja Presbiteriana tem concorrido bastante para o novo espirito de tolerância que se respira na Cristandade. A abertura da Igreja Presbiteriana pode avaliar-se por este exemplo prático: Os pastores presbiterianos podem batizar por aspersão ou por imersão, dando-se importância maior ao conteúdo do que a forma do sacramento. Procura-se, como princípio de tudo, respeitar a consciência dos crentes. As ênfases teológicas a que nos referimos acima podem ser assim resumidas:
Declaramos que a Igreja existe não para felicidade pessoal ou para utilidade pública, mas para cultuar e servir a Deus;
A fonte da doutrina Cristã e' a Sagrada Escritura, a Bíblia;
A Igreja é o fundamento do mundo, ou seja, ela e' a comunidade que, por sua vida, deve demonstrar que Deus criou o mundo, com alvo de ser o lugar onde se manifesta a Sua glória.
Por ser uma Igreja rica em formulações teológicas, por vezes dá a idéia, ao observador de fora, que não se prende suficientemente a nenhuma formulação particular. É idéia errônea, pois esta Denominação, até aos dias de hoje, aceita e confessa integral e fielmente, as doutrinas do Credo dos Apóstolos e do Credo Niceno.
UMA IGREJA PARA SERVIR
Uma pessoa, depois de ter convivido por algum tempo com presbiterianos manifestou a sua impressão dizendo que os presbiterianos não tem <>. Essa pessoa estava habituada a conviver com membros de outras Denominações onde a característica da <> se nota até no modo do falar. É um fato que entre os presbiterianos a separação não é acentuada exteriormente. Não são os presbiterianos, geralmente, puritanos nem moralistas. Não tem tradição do ascetismo, de fuga do mundo. Sem desprezar a interioridade da fé, sabem que o mais importante não é o que <>, as experiências místicas, mas o modo como <> a fé. E isto sem transformar a fé em simples ativismo. Desde o século 16, Os presbiterianos se caracterizam pelo interesse em estudar e conhecer a fé e vivê-la realmente.
A tradição mais honrosa desta Confissão é a sua vocação para o serviço. Embora haja Igrejas que a suplantem na vocação evangelística e outras que a suplantem na tradição litúrgica, é indubitável que a Igreja Presbiteriana em todo o mundo se revela possuidora de uma grande vocação para servir a sociedade.
SEM AUTORITARISMO NEM ANARQUIA
A base do sistema presbiteriano é a congregação local. Ela é independente financeira e administrativamente A congregação local elege um conselho denominado <> da Comunidade, composto pelo pastor (presbítero docente, que ensina) e por representantes eleitos pela congregação (presbíteros regentes, que administram). As igrejas locais governadas por seu Conselho agrupam-se numa certa área e formam um conselho regional composto por todos os pastores dessa área e por um representante leigo de cada Igreja. A função do conselho regional, o Presbitério, é coordenar as atividades da área. Os vários Presbitérios agrupam-se, por sua vez, formando uma Assembléia Geral, que é a autoridade suprema do sistema presbiteriano. Isto significa que na Igreja Presbiteriana se pratica a democracia representativa: Os crentes elegem os seus <>, os quais administram a Igreja. o governo é sempre exercida por concílios e nunca por um homem. o presidente da Igreja não tem poder deliberativo fora do seu concílio, a Assembléia Geral, com sua respectiva comissão executiva. Claro que, num país de tradição paternalista e autoritária o sistema presbiteriano por vezes se torna complicado e menos ágil. As pessoas prefeririam um chefe, um cacique. Mas o sistema representativo é uma conquista, um progresso. É interessante que noutras Denominações também se observa a tendência de assumir um governo eclesiástico semelhante ao presbiteriano.
Existem cerca do 50 milhões do presbiterianos em todo o mundo. Há Igrejas cristãs maiores, claro. Mas não há dúvida do que a Igreja Presbiteriana tem desempenhado um papel importante na História dos últimos séculos. Tem dado grande contribuição à reflexão teológica. Tem estado atenta aos grandes problemas socais de todos os povos. Tem-se esforçado por levar este mundo a reconhecer o senhorio do Nosso Senhor Jesus Cristo.
A função do ministério da palavra de Deus e a administração dos sacramentos é ordinariamente atribuida a uma pessoa em cada congregação local.
A administração da ordenação e legislação está a cargo das assembléias de presbíteros, entre os quais os ministros e outros anciãos são participantes de igual importância. Estas assembléias são chamadas concílios.
Os concílios presbiterianos crescem em gradação hierárquica. Cada Igreja local tem o seu concílio, chamado de conselho. As Igrejas de uma determinada região compõem um concílio maior chamado presbitério. Os presbitérios, por sua vez, compõem um sínodo. O concílio maior da Igreja Presbiteriana do Brasil é o Supremo Concílio.
SER PRESBITERIANO
Que significa ser presbiteriano? De onde vem esse nome? Que é que caracteriza a Igreja Presbiteriana?
Num dicionário, pode-se saber que o nome da Igreja Presbiteriana vem do grego presbyteros, palavra que foi simplesmente transliterada para o português com a forma de <
Diz ainda o dicionário que o Presbiterianismo é um sistema eclesiástico que tem seu governo depositado nas mãos dos <
UM POUCO DE HISTÓRIA
Quando alguém se declara presbiteriano, não está somente a dizer que é partidário de uma determinada forma de governo da igreja e, neste caso, de um sistema democrático-representativo. Para aprofundar o conhecimento do significado do nome desta Igreja, é necessário fazer-se uma incursão histórica, ainda que breve. Primeiro, esta Igreja é um ramo da Igreja Cristã Universal, fundada por Jesus Cristo. Historicamente, a Igreja Presbiteriana começou no século 16, com o Reformador João Calvino. Como se sabe, o iniciador da Reforma Protestante foi Martinho Lutero, monge da Ordem de Santo Agostinho. Lutero era, fundamentalmente, um místico e um profeta. A sua ação foi mais de pregador apaixonado que de organizador e sistematizador. Essa função coube mais a Calvino que, por ter formação universitária de jurista e teólogo, bem como por sua maneira de ser e por sua orientação humanista, foi o grande sistematizador das idéias da Reforma. Desde sua conversão ao protestantismo, em 1532, sentiu a necessidade de dar expressão doutrinária às idéias suscitadas pela leitura da Bíblia. Assim surgiram as <
Para marcar a posição do autor das <
ÊNFASES TEOLÓGICAS
Houve tempo em que o Presbiterianismo tinha algumas doutrinas específicas como, por exemplo, a doutrina da predestinação incondicional, mas hoje será mais apropriado falar-se em ênfases teológicas do Presbiterianismo de que em doutrinas específicas.
A Igreja Presbiteriana tem uma vocação muito particular para o Ecumenismo verdadeiro. Desde o tempo de Calvino, ela repudiou a idéia sectária que estabelece a necessidade de pertencer a esta ou aquela Denominação Cristã para se obter a salvação, dando ênfase constante a afirmação de que é a fé e somente ela que nos dá acesso a comunhão com o Senhor. Tomando a dianteira nos esforços pela unidade dos diversos ramos da Igreja de Cristo, a Igreja Presbiteriana tem concorrido bastante para o novo espirito de tolerância que se respira na Cristandade. A abertura da Igreja Presbiteriana pode avaliar-se por este exemplo prático: Os pastores presbiterianos podem batizar por aspersão ou por imersão, dando-se importância maior ao conteúdo do que a forma do sacramento. Procura-se, como princípio de tudo, respeitar a consciência dos crentes. As ênfases teológicas a que nos referimos acima podem ser assim resumidas:
Declaramos que a Igreja existe não para felicidade pessoal ou para utilidade pública, mas para cultuar e servir a Deus;
A fonte da doutrina Cristã e' a Sagrada Escritura, a Bíblia;
A Igreja é o fundamento do mundo, ou seja, ela e' a comunidade que, por sua vida, deve demonstrar que Deus criou o mundo, com alvo de ser o lugar onde se manifesta a Sua glória.
Por ser uma Igreja rica em formulações teológicas, por vezes dá a idéia, ao observador de fora, que não se prende suficientemente a nenhuma formulação particular. É idéia errônea, pois esta Denominação, até aos dias de hoje, aceita e confessa integral e fielmente, as doutrinas do Credo dos Apóstolos e do Credo Niceno.
UMA IGREJA PARA SERVIR
Uma pessoa, depois de ter convivido por algum tempo com presbiterianos manifestou a sua impressão dizendo que os presbiterianos não tem <
A tradição mais honrosa desta Confissão é a sua vocação para o serviço. Embora haja Igrejas que a suplantem na vocação evangelística e outras que a suplantem na tradição litúrgica, é indubitável que a Igreja Presbiteriana em todo o mundo se revela possuidora de uma grande vocação para servir a sociedade.
SEM AUTORITARISMO NEM ANARQUIA
A base do sistema presbiteriano é a congregação local. Ela é independente financeira e administrativamente A congregação local elege um conselho denominado <
Existem cerca do 50 milhões do presbiterianos em todo o mundo. Há Igrejas cristãs maiores, claro. Mas não há dúvida do que a Igreja Presbiteriana tem desempenhado um papel importante na História dos últimos séculos. Tem dado grande contribuição à reflexão teológica. Tem estado atenta aos grandes problemas socais de todos os povos. Tem-se esforçado por levar este mundo a reconhecer o senhorio do Nosso Senhor Jesus Cristo.